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O desenvolvimento sustentável é aquele que atende às necessidades do presente sem comprometer a possibilidade de as gerações futuras atenderem a suas próprias necessidades. Ele contém dois conceitos-chave: 1- o conceito de “necessidades”, sobretudo as necessidades essenciais dos pobres no mundo, que devem receber a máxima prioridade; 2- a noção das limitações que o estágio da tecnologia e da organização social impõe ao meio ambiente, impedindo-o de atender às necessidades presentes e futuras (…).
Em seu sentido mais amplo, a estratégia de desenvolvimento sustentável visa a promover a harmonia entre os seres humanos e entre a humanidade e a natureza.
O problema é que a Humanidade, o conjunto dos seres humanos, ainda não tomou consciência de que as suas ações irrefletidas estão a provocar a destruição gradual dos recursos naturais do planeta e a pôr em risco a sobrevivência das gerações vindouras.
De fato, o comportamento da Humanidade face aos recursos do Planeta transformou-se numa verdadeira ameaça para a natureza. A devastação das florestas, a poluição dos rios e mares, o envenenamento das terras e a deterioração do ar são causadas pela ação dos Humanos, que se refugiam na desculpa do progresso.
A visão atual que a Humanidade tem sobre a Natureza está errada: nem a Natureza não está ao serviço da Humanidade, nem os recursos naturais são eternamente renováveis. A maior parte dos nossos recursos têm origem na natureza e, ao contrário do que muitos podem pensar, não são inesgotáveis.
Apesar de já se fazerem esforços no sentido de corrigir os erros do passado, muitos países continuam a afirmar que os seus interesses econômicos são mais importantes do que as medidas de intervenção para salvar o planeta. É o caso, por exemplo, de alguns países industrializados que não aceitam diminuir a emissão de gás carbônico, que é um dos principais responsáveis pelo efeito estufa.
Para se corrigir estes erros, é necessário pensar uma solução de crescimento econômico duradouro do ponto de vista social e ambiental. A este tipo de solução é dado o nome de Desenvolvimento Sustentavél.
Os interesses econômicos não podem ser esquecidos mas podem e devem ser equilibrados com as questões ambientais e sociais.
É urgente alertar toda a humanidade para o perigo de ver esgotar recursos como a água ou o ar que aparentam não ser inesgotáveis mas na verdade são.
Neste sentido, é correto afirmar que um dos objetivos da Ecologia é precisamente educar a Humanidade, no sentido de lhe proporcionar uma visão mais global do Planeta em que vive, cujos recursos naturais não são eternos.
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Ecologia é um conceito que a maioria das pessoas já possui intuitivamente, ou seja, sabemos que nenhum organismo, sendo ele uma bactéria, um fungo, uma alga, uma árvore, um verme, um inseto, uma ave ou o próprio homem, pode existir autonomamente sem interagir com outros ou mesmo com ambiente físico no qual ele se encontra. Ao estudo dessas inter-relações entre organismos e o seu meio físico chama-se Ecologia.
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São Paulo, 1 de fevereiro de 2008
Eu, como único artista brasileiro vivo que participou da I Bienal Internacional de São Paulo, sinto-me no dever de manifestar meu total repúdio ao projeto do Sr. Ivo Mesquita para a próxima Bienal. Devo o início de minha bem sucedida carreira artística a esta instituição, pois aos 16 anos enviei trabalhos, que não só foram aceitos como também premiados: recebi o prêmio Viagem à Europa, que me proporcionou dois anos de estudo na França e na Itália. Tornei-me assim um artista respeitado ainda muito jovem e, depois participei de outras seis Bienais, tendo sido premiado outra três vezes; participei também das Bienais de Veneza e Paris. Fui também júri indicado pelos artistas, antes que a Bienal de São Paulo extinguisse as premiações. Por ter minha carreira associada a Bienal, tenho sido procurado por artistas mais jovens que gostariam de ter as mesmas oportunidades que a Bienal me ofereceu e se sentem indignados com a idéia do curador Ivo Mesquita que pretende apresentar os salões da 28º Bienal Internacional de São Paulo completamente vazios.
De fato, se tal idéia for colocada em prática, fecha-se uma rara oportunidade de exposição de uma produção artística de excelente qualidade, ansiosa por uma oportunidade para ser exibida ao público. Perde também o público, a arte internacional e a credibilidade do país. Afinal a Bienal de São Paulo é o único evento artístico brasileiro que faz parte do calendário internacional. Creio que as centenas de críticos, artistas e jornalistas estrangeiros que visitam o Brasil a cada edição da Bienal se sentirão ofendidos ao encontrar os salões da Bienal vazios.
Na época em que comecei, a Bienal, criada por iniciativa do memorável Ciccillo Matarazzo, funcionava como um grande salão aberto a todos os artistas que desejassem inscrever seus trabalhos. Os trabalhos eram então selecionados por um júri, e após a abertura da exposição, ocorriam as premiações concedidas por um júri de celebridades internacionais, como: Herbert Read, Pierre Restany, Jorge Romero Brest, Jacques Lassaigne, René d’Harnoncourt, e Marco Valsecchi, além dos brasileiros Lourival Gomes Machado, Sérgio Milliet, Mario Pedrosa e Santa Rosa. A produção internacional chegava ao Brasil graças às articulações intermediadas pela diplomacia brasileira. Desse modo, pela primeira vez no Brasil, o melhor da arte brasileira era apresentado juntamente com o melhor da arte internacional, possibilitando um riquíssimo intercambio de idéias e informações. Recordando o nível das primeiras Bienais, artistas como Picasso, Braque, Léger, Henry Moore, Chedwrick, Giacometti, Max Bill, Roger Chastell, Mondrian, Paul Klee, Calder, De Konning, Morandi, Munch, Torres Garcia, além dos brasileiros Aldemir Martins, Mario Cravo, Bruno Giorgi, Danilo di Prete, Brecheret, Volpi, Di Cavalcanti, Livio Abramo, Antonio Bandeiras, entre tantos outros, não menos importantes.
Pode-se dizer que a Bienal brasileira formou não só artistas como também o público e uma geração de críticos, curadores e historiadores ligados à arte. Lembro-me, que da turma de monitores da qual fui professor saíram Aracy Amaral e Luiz Munari. Infelizmente, como parece ser o caso do senhor Ivo Mesquita, nem todos aqueles jovens que se iniciavam nas artes nos salões da Bienal, assimilaram às idéias daquele período de grande efervescência.
A Bienal entrou em decadência em 1990, a partir de uma mudança na sua organização quando, a diretoria demitiu a Comissão de Arte, que era um conselho formado por artistas, críticos e historiadores, cuja função era formular a política cultural, e fazer por vezes a própria curadoria. Desde então vimos ascender a figura do “curador” com poder demasiado amplo e vontade de se destacar mais que os artistas expositores.
Apesar do evidente esgotamento deste modelo, a Fundação Bienal decidiu por mantê-lo, e o que se prenuncia é a morte da Bienal. Uma morte sem enterro nem glórias, uma morte no vazio, vazio este que só pode expressar o vazio de idéias do curador Ivo Mesquita. Dizem que o problema real é a falta de tempo e recursos para se fazer a exposição, o que reflete a administração arbitraria a que esta submetido o nosso maior evento artístico. Qualquer profissional com um mínimo de conhecimento, seriedade e competência, poderia com facilidade preencher os amplos espaços da Bienal com o melhor da arte brasileira e internacional em tempo hábil. Quanto a questão da falta de recursos, é de se estranhar que isso ocorra, uma vez que a Bienal tem atraído, não obstante a má qualidade de suas ultimas apresentações, vultuosos patrocínios. Além disso a Fundação Bienal aluga seus espaços durante todo ano para eventos comerciais de calibres diversos como a Fashion Week, e Feira de Material Escolar. O destino final destes recursos é desconhecido, porque apesar de toda esta receita, o prédio da Bienal encontra-se em lamentável estado de conservação.
A minha sugestão é que se volte ao modelo original de organização da Bienal e que o projeto do Sr. Ivo Mesquita seja cancelado.
Caciporé Torres
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http://www.divinut.com.br/sites.htm
http://www.mundosites.net/biologia/ecologia.htm
Nestes sites voce encontra uma lista de outros que publicam assuntos sobre ecologia e preservação do meio ambiente, para mantermo-nos informados…
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vamos descobrindo como estar conectado com universo, segundo o escultor Gustavo Nakle, uruguaio, residente em POA/RS
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Em plena selva do Ibirapuera/SP o escultor Gustavo Nakle, parte de suas raízes para sentir-se uno com o universo
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devem ser preservadas e destacadas, criando espaços de respiração/inspiração no MUBE/SP
Esculturas de Francisco Brennand e Caciporé no pátio do Museo Brasileiro de Escultura



